domingo, 25 de novembro de 2012

A PROVIDÊNCIA

Deus não é um Deus ocioso. Ele sempre trabalha (João 5:17) e o mundo não tem existência por si mesmo. Desde o momento que chegou a existir, tem existido somente em, através e para Deus (Neemias 9:6; Salmos 104:30; Atos 17:28). Todo o mundo com tudo o que há ocorre Nele, está sujeito ao governo divino. O verão e o inverno, o dia e a noite, os anos frutíferos e os não frutíferos — tudo é Sua obra e tudo é formado por Ele (Gênesis 8:22; 9:14; Jó 38; Salmo 8, 29, 65, etc.). Deus cuida de todas as Suas criaturas,particularmente dos seres humanos. Ele contempla todas elas (Jó 34:21; Provérbios 15:3); forma o coração de todas elas e observa todos os seus feitos (Salmos 33:15; Provérbios 5:21); todas elas são a obra de Suas mãos (Jó 34:19). Ele determina os limites de Sua habitação (Deuteronômio 32:8; Atos 17:26), inclina os corações de todos (Provérbios 21:1), dirige os passos de todos (Provérbios 5:21; 16:9; 19:21; Jeremias 10:23, etc.), e opera, segundo Sua vontade, com os exércitos do céu e os habitantes da terra (Daniel 4:35). Eles são em Sua mão como barro nas mãos do oleiro, e como uma serra na mão de quem a usa (Isaías 29:16; 45:9; Jeremias 18:5).
O governo providencial de Deus se estende mui particularmente sobre Seu povo. Toda a história dos patriarcas, de Israel, da Igreja, e de cada cristão, é prova disto. O que outras pessoas explicam como sendo um mau contra elas, Deus o transforma em bem (Gênesis 50:20; nenhuma arma forjada contra eles prosperará (Isaías 54:17); até o cabelo de sua cabeça estão todos contados (Mateus 10:20); todas as coisas cooperam para o seu bem (Romanos 8:28). Assim, todas as coisas criadas existem pelo poder e debaixo do governo de Deus; nem a casualidade nem a sorte são conhecidas pelas Escrituras (Êxodo 21:13; Provérbios 16:33). É Deus quem faz com que todas as coisas operem segundo o conselho de Sua vontade (Efésios 1:11) e faz com que todas as coisas estejam ao serviço da revelação de Seus atributos, para a honra de Seu nome (Provérbios 16:4; Romanos 11:36). A Escritura resume tudo isto de maneira formosa ao falar repetidamente de Deus como um Rei que governa todas as coisas (Salmos 10:16; 24:7, 8; 29:10; 44:5; 47:7; 74:12; 115:3; Isaías 33:22, etc.). Deus é Rei: o Rei dos reis e Senhor dos senhores; um Rei que, em Cristo, é um Pai para Seus súditos e um Pai que é, ao mesmo tempo, um Rei sobre Seus filhos. Seu poder absoluto e Seu perfeito amor, por conseguinte, são o verdadeiro objeto da fé na providência relatada na Sagrada Escritura.
Haja o que houver, aguarde em fé a providência de Deus,  pois o Deus único e verdadeiro não dormita, nem dorme (Salmo 121).

Herman Bavinck, em “NOSSA FÉ RAZOÁVEL”

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

CAIA FOGO - TEUS SONHOS FERNANDINHO 2012

Fernandinho

Eu não posso ficar de pé diante da Tua Glória
Eu não posso ficar de pé diante da Tua Glória
Sou seu templo, teu sacrifício, o teu altar
vem queimar em mim
Sou seu templo, teu sacrifício, o teu altar
vem queimar em mim

Caia fogo dos céus,
queima esse altar
Mostra pra esse povo
que há Deus em Israel!

Pastor Claudio Gama - Vale de ossos secos




DEUS TRABALHA!


“Ele trabalha” Sl 37:5
Uma tradução do versículo: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará”, diz: “Deixa rolar sobre Jeová o teu caminho, confia nele, e Ele trabalha.”
A tradução chama a nossa atenção para a imediata ação de Deus quando verdadeiramente entregamos, ou fazemos rolar das nossas mãos para as Dele, o fardo, seja ele qual for: o sofrimento, a dificuldade, as necessidades materiais, ou a ansiedade pela conversão de algum ente querido.
“Ele trabalha.” Quando? Agora. É tão fácil adiarmos o momento de crer que Ele toma nas mãos o que Lhe confiamos, e que Ele toma para Si executar aquilo que Lhe entregamos — em vez de afirmarmos no ato da entrega: “Ele trabalha”, “Ele trabalha agora mesmo”; e o louvarmos por ser assim.
A nossa atitude de expectativa e confiança libera a operação do Espírito Santo no problema que Lhe entregamos. A questão fica fora do nosso alcance. Deixamos de tentar resolvê-la. “Ele trabalha!”
Este fato deve confortar-nos; não precisamos mais nos preocupar, quando a questão já foi entregue em Suas mãos. Oh, que alívio isso nos traz! Ele está realmente operando naquela dificuldade.
Mas, talvez alguém diga: “Eu não vejo os resultados.” Não faz mal. Se entregamos o assunto a Ele e olhamos para Jesus esperando que Ele opere, “Ele trabalha”. A fé pode ser provada, mas “Ele trabalha”; a Palavra é segura.
“Clamarei ao Deus altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa.” Sl 57:2
Uma tradução antiga diz: “Ele executará o que eu tenho pela frente.” Esta expressão torna o verso bem significativo para nós. Peça o que pedir que Ele faça, devo descansar, seguro de que Ele o fará. “Os sábios, e os seus feitos estão nas mãos de Deus.”
O Senhor cumprirá até o fim os compromissos assumidos nas promessas que nos faz. O que quer que Ele tome nas mãos, Ele executará; assim, as misericórdias passadas são garantias para o futuro, e são razões verdadeiras para continuarmos a clamar a Ele.

C. H. Spurgeon, em “DEUS NÃO MUDA”

O POÇO


“Brota, ó poço! Entoai-lhe cânticos!” Nm 21:17
Eis um estranho cântico e um estranho poço. O povo tinha estado caminhando sobre o chão árido do deserto, sem nenhuma água à vista, e estava sedento. Então Deus falou a Moisés, dizendo: “Ajunta o povo e lhe darei água.” E foi assim que a água brotou. Eles se reuniram em círculos, na areia, tomaram os seus bordões e cavaram fundo na terra ardente. E enquanto cavavam, cantavam. “Brota, o poço! Entoai-lhe cânticos.” E lá veio um som borbulhante, um brotar de água e uma corrente que encheu o poço e escorreu pelo chão.
Quando eles cavaram esse poço no deserto, tocaram o curso dágua que corria lá no fundo e alcançaram as torrentes que há muito estavam ocultas. Como é bonita esta figura, que nos fala do rio de bênçãos que corre pela nossa vida e que temos apenas que alcançar pela fé e louvor, para termos supridas as nossas necessidades no mais árido deserto.
Como alcançaram eles as águas deste poço? Louvando. Cantaram sobre a areia o cântico de fé, enquanto, com o bordão da promessa, cavavam. O louvor ainda hoje pode abrir fontes no deserto, sendo que a murmuração só nos trará dissabores. Nada agrada tanto ao Senhor como o louvor. Não há prova de fé tão verdadeira como a graça da gratidão. Será que estamos realmente louvando a Deus? Estamos dando graças por Suas bênçãos presentes, que são mais do que se pode contar, e será que O louvamos até mesmo por aquelas provações, que não passam de bênçãos disfarçadas? Acaso já aprendemos a louvá-lO de antemão pelas coisas que ainda não vieram?

Arthur T. Pierson, em “A EFICÁCIA DIVINA DA ORAÇÃO”

A FÉ DESCANSA


“Não te deixarei ir, se me não abençoares… E o abençoou ali.” Gn 32:26-29
Jacó obteve a vitória e a bênção, não pela luta, mas porque se agarrou. Sua coxa estava deslocada e ele não podia mais lutar, mas não largou o que lutava com ele. Impossibilitado de lutar, enlaçou com os braços o misterioso antagonista e prendendo a ele seu corpo pesado e incapacitado, até que finalmente venceu.
Não obteremos vitória na oração, enquanto não cessarmos de lutar — rendendo a nossa própria vontade e lançando os braços nos agarramos ao Pai, na fé que descansa. O que podemos nós, com a nossa debilidade humana, tomar à força, da mão do Onipotente? Podemos acaso arrancar bênçãos de Deus pela força? Nunca é a violência ou a voluntariosidade que prevalece com Deus. Mas é o poderoso descansar da fé que obtém a bênção e a vitória.
Não é quando pressionamos e impulsionamos nossa própria vontade, mas quando a humildade e a confiança se unem, dizendo: “Não se faça a minha vontade, mas a Tua.” Somos fortes com Deus, somente quando o nosso eu está conquistado e morto. Não é lutando, mas descansando, que obtemos a bênção.
Se queremos que Deus responda as nossas orações, precisamos estar preparados para seguir as pisadas de Abraão, ainda que seja ao monte do sacrifício. “Como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem” Romanos 4:17

Arthur T. Pierson, em “A EFICÁCIA DIVINA DA ORAÇÃO”

RESPOSTAS DEMORADAS

Por que Deus quis que a oração, e freqüentemente a oração persistente, fosse um requisito para recebermos Seus benefícios? Será que é para que o tornemos mais desejoso de abençoar-nos? Não. Deus almeja dar-nos boas coisas. Mas, Ele deseja algo mais ainda, Ele quer um relacionamento comunicativo e íntimo conosco, pelo qual O amamemos e O procuremos, relacionamento caracterizado por uma dependência visceral e um espírito grato. Ele anseia, ainda, por enriquecer-nos com algo infinitamente melhor, mais valioso, do que simplesmente as dádivas que Lhe pedimos – uma experiência pessoal rica, concernente a Ele mesmo.
Muitos de nós passaríamos de largo por estas bênçãos mais profundas de dependência e comunhão, se o Senhor automaticamente providenciasse a satisfação de todas as nossas necessidades, sem que a pedíssemos ou se pedíssemos apenas uma vez. Deus anteviu isto, e planejou de acordo. Fez da oração não um artigo de luxo, opcional, mas a maneira determinada, e prescrita, para que recebêssemos Suas bênçãos. Nossas necessidades e desejos estimulam-nos a nos aproximar Dele, ao invés de negligenciá-Lo. E à medida que vamos orando, e esperando, e continuando a orar, recebemos as respostas eventualmente esperadas e mais, a profunda experiência da presença e da bondade de Deus.
A oração persistente não muda a vontade de Deus; contudo, este tipo de oração é a forma Dele realizar Sua vontade e, especialmente, esta oração nos muda. As respostas demoradas, que exigem persistência, ajudam-nos a crescer. Aumentam nossa fé em Deus. Desenvolvem nossa perseverança e nosso caráter, e ajudam-nos a vencer a impaciência. A pessoa pode pecar – não pelo que faz, mas por recusar-se a esperar. Desejar uma coisa boa, é virtude. Desejá-la , pode ser pecado. A impaciência indica falta de confiança na perfeição da vontade e dos métodos de Deus.

Warren Myers, em “O SEGREDO DA ORAÇÃO”